domingo, 3 de janeiro de 2010

2010 Monção Norte dePortugal


Monção Portugal

Monção (do árabe: موسم (mausim), estação)



Geografia


Monção é uma vila portuguesa no Distrito de Viana do Castelo, região Norte e subregião do Minho-Lima, com cerca de 3 000 habitantes. É sede de um município com 211,51 km² de área e 19 957 habitantes (2001), subdividido em 33 freguesias. O município é limitado a norte pela Espanha, a leste pelo município de Melgaço, a sul por Arcos de Valdevez, a sudoeste por Paredes de Coura e a oeste por Valença. O ponto mais alto do concelho no alto de S. António, com 1114 metros de altitude, na freguesia de Riba de Mouro.

HISTORIA


Monção teve carta de foral de D. Afonso III datada de 12 de Março de 1261. Tornou-se célebre no decurso das guerras fernandinas, devido à enérgica acção de Deu-la-deu Martins, esposa do alcaide local, que conseguiu pôr fim ao cerco que os castelhanos lhe impuseram, atirando-lhes com os seus últimos víveres. É esse o motivo pelo qual ainda hoje aparece, nas armas desta vila, uma mulher a meio corpo, em cima de uma torre, brandindo com um pão em cada uma das mãos; à sua volta surge, numa bordadura, a divisa da vila, corruptela do nome da heroína: «Deus o deu, Deus o há dado». Gil Vasques Bacelar I, marido de D. Sancha Pires de Abreu foi Governador e alcaide-mór desta vila.

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Gentílico

Monçanense


Área

211,51 km²


População

19 957 hab. (2001


Densidade populacional

94 hab./km²


N.º de freguesias

33 Fundação do município


Feriado municipal

12 de Março


Código postal

4950


(ou foral) 12 de Março de 1261 Região Norte Sub-região Minho-Lima Distrito Viana do Castelo Antiga província Minho Orago Santa Maria dos Anjos


Freguesias


Freguesia de Abedim



Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 8,89 km² de área e 260 habitantes (2001). Densidade populacional: 29,2 h/km². Sobre os montes circundantes desta localidade existem vestígios de uma torre antiquíssima, a cuja edificação presidem várias lendas, esta torre foi mandada demolir no século XV. Era o Castelo de São Martinho de Penha.Nos limites desta freguesia há muitos vidoeiros, dos quais, os povos antigos usavam a casca, para fazerem tinta de escrever ante da invenção do pergaminho.

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Freguesia de Anhões



Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 7,24 km² de área e 196 habitantes (2001). Densidade populacional: 27,1 h/km².

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Freguesia de Badim


Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 7,1 km² de área e 225 habitantes (2001). Densidade populacional: 31,7 h/km².
Pertenceu ao antigo concelho de Valadares até 1855.
Património cultural e edificado
• Igreja paroquial
• Capela da Senhora da Graça
• Capela de Senrela
• Alminhas de Senrela, da Barronda, da Boalhosa, do Regueiro e Vila-boa
• Crasto do Monte da Senhora da Graça
• Casa da Porteleira

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Freguesia de Barbeita


Freguesia portuguesa do concelho de Monção, em Portugal, com 7,53 km² de área e 1 057 habitantes (2001). Densidade populacional: 140,4 h/km².
Património
• Penedo da Teixogueira
• Ponte da Barbeita ou Ponte sobre o rio de Mouro

Freguesia de Barroças e Taias


Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 2,46 km² de área e 357 habitantes (2001). Densidade populacional: 145,1 h/km².

Freguesia de Bela



Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 4,22 km² de área e 685 habitantes (2001). Densidade populacional: 162,3 h/km².

Freguesia de Cambeses


Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 4,17 km² de área e 484 habitantes (2001). Densidade populacional: 116,1 h/km².

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Freguesia de Ceivães


Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 3,46 km² de área e 574 habitantes (2001). Densidade populacional: 165,9 h/km².
Fez parte do extinto concelho de Valadares até à sua extinção em 24 de Outubro de 1855.
Localização
Confronta a Norte com Messegães, a sul com Segude, a nascente com Valadares e Badim, e a poente com Barbeita. A norte é separada de Setados em Espanha pelo Rio Minho.
Os seus lugares principais são Cruzeiro, Valinha, Ponte do Mouro, Pereiras, Cimo de Vila e Moucheira.
Património
• Igreja de Ceivães
• Capela da Senhora da Agonia (1790)
• Capela da Senhora da Boa Nova (1761, restaurada em 1916 e limpa em 1992)
• Capela de S. Bento e a da Senhora do Livramento (lugar da Valinha)
• Ponte da Barbeita

Freguesia de Cortes



Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 4,74 km² de área e 1 080 habitantes (2001). Densidade populacional: 227,8 h/km².

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Freguesia de Lapela



Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 1,56 km² de área e 248 habitantes (2001). Densidade populacional: 159 h/km².
Património
• Torre de Lapela de que foi Senhor D. Lourenço Gonçalves de Abreu

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Freguesia de Lara



Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 5,33 km² de área e 355 habitantes (2001). Densidade populacional: 66,6 h/km².

Freguesia de Longos Vales


Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 12,04 km² de área e 1 101 habitantes (2001). Densidade populacional: 91,4 h/km².
Património
• Castro de São Caetano - No lugar do Outeiro
• Capela-mor da Igreja de São João dos Longos Vales, situada no lugar do Mosteiro de estilo românico, vestígio de um antigo convento beneditino, a nave e o portal são do século XVII

Freguesia de Lordelo


Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 5,52 km² de área e 141 habitantes (2001). Densidade populacional: 25,5 h/km².

Freguesia de Luzio



Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 6,18 km² de área e 151 habitantes (2001). Densidade populacional: 24,4 h/km².

Freguesia de Mazedo



Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 7,35 km² de área e 1 428 habitantes (2001). Densidade populacional: 194,3 h/km².

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Freguesia de Merufe



Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 28,49 km² de área e 1 237 habitantes (2001). Densidade populacional: 43,4 h/km².
É a terra natal de José Gomes Temporão, atual Ministro da Saúde do Brasil.

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Freguesia de Messegães



freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 2,06 km² de área e 329 habitantes (2001). Densidade populacional: 159,7 h/km².
Tem como principais actividades económicas a pesca (principalmente da truta), agricultura e pequeno comércio.
Pertenceu ao antigo concelho de Valadares até 1855.

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Freguesia de Moreira



Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 3,51 km² de área e 709 habitantes (2001). Densidade populacional: 202 h/km².
Possui várias actividades culturais e/ou desportivas, como um Rancho Folclórico (Rancho Folclórico Santa Maria de Moreira), uma associação que trata linho, um grupo coral (Santa Luzia) e ainda um clube de futebol com vários escalões.

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Freguesia de Parada



Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 1,76 km² de área e 112 habitantes (2001). Densidade populacional: 63,6 h/km².

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Freguesia de Pias



Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 10,04 km² de área e 944 habitantes (2001). Densidade populacional: 94 h/km².
A população dedica-se na sua grande maioria à viticultura, estando em destaque o cultivo do Alvarinho. Existem também pequenas empresas de confecção, madeiras, metalomecânica e construção civil que empregam outra parte da população.
Na sua grande maioria a população jovem deslocou-se para os grandes centros ou emigrou para o estrangeiro.
Existem boas condições para a prática da pesca desportiva e recentemente para o BTT.

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Freguesia de Pinheiros



Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 2,81 km² de área e 372 habitantes (2001). Densidade populacional: 132,4 h/km².
Património
• Palácio da Brejoeira
• São Cipriano

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Freguesia de Podame


Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 3,66 km² de área e 321 habitantes (2001). Densidade populacional: 87,7 h/km².
Pertenceu ao antigo concelho de Valadares até 1855.

Freguesia de Portela



Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 9,15 km² de área e 213 habitantes (2001). Densidade populacional: 23,3 h/km².

Freguesia de Riba de Mouro




Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 13,94 km² de área e 1 111 habitantes (2001). Densidade populacional: 79,7 h/km².
Pertenceu ao antigo concelho de Valadares até 1855.

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Freguesia de Sá



Sá é uma freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 3,96 km² de área e 233 habitantes (2001). Densidade populacional: 58,8 h/km².
Pertenceu ao antigo concelho de Valadares até 1855.

Freguesia de Sago



Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 2,81 km² de área e 266 habitantes (2001). Densidade populacional: 94,7 h/km².

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Freguesia de Segude


Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 2,56 km² de área e 389 habitantes (2001). Densidade populacional: 152 h/km².
Pertenceu ao antigo concelho de Valadares até 1855.

Freguesia de Tangil



Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 21,34 km² de área e 936 habitantes (2001). Densidade populacional: 43,9 h/km².
Pertenceu ao antigo concelho de Valadares até 1855.

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Freguesia de Troporiz



Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 2,38 km² de área e 297 habitantes (2001). Densidade populacional: 124,8 h/km².

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Freguesia de Troviscoso



Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 5,37 km² de área e 1 089 habitantes (2001). Densidade populacional: 202,8 h/km².

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Freguesia de Trute



Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 4,71 km² de área e 278 habitantes (2001). Densidade populacional: 59 h/km².

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Freguesia de Valadares



Freguesia portuguesa do concelho de Monção, com 1,86 km² de área e 218 habitantes (2001). Densidade populacional: 117,2 h/km².
História
No primeiro recenseamento da população que se fez em Portugal, em 1527, no reinado de D. João III, integravam Valadares o couto do mosteiro de Paderne, o do mosteiro de Fiães, as igrejas de São João de Lamas de Mouro, Riba de Mouro, Tangil, São Martinho de Alvaredo, Santiago do Penso, São João de Sá e Santa Ovaia, sua anexa, São Miguel de Messegães, São Salvador Mouro Jusão de Badim e São Gião de Badim, sua anexa, São Paio de Segude e São Cosme de Podame.
Foi vila e sede de concelho até 1855. Era constituído pelas freguesias de Alvaredo, Badim, Ceivães, Cousso, Cubalhão, Fiães, Gave, Lamas de Mouro, Messegães, Paderne, Parada do Monte, Penso, Podame, Riba de Mouro, Sá, Segude, Tangil e Valadares.
Tinha, em 1801, 11 208 habitantes.
Após as reformas administrativas do início do liberalismo foram desanexadas as freguesias de Fiães, Lamas de Mouro e Paderne.
Tinha, em 1849, 9 989 habitantes.


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Freguesia


Significado de Freguesia

Em Portugal e no antigo Império Português


Freguesia é o nome que têm, em Portugal e no antigo Império Português, as menores divisões administrativas. Trata-se de subdivisões dos concelhos e são obrigatórias, no sentido de que todos os concelhos têm pelo menos uma freguesia (cujo território, nesse caso, coincide com o do concelho), excepto o de Vila do Corvo onde, por força do artigo 86º do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores, essa divisão territorial não existe.
Esta freguesia é governada por uma Junta de Freguesia, um órgão executivo que é eleito pelos membros da respectiva Assembleia de Freguesia, à excepção do presidente, (o primeiro candidato da lista mais votada é automaticamente nomeado Presidente da Junta de Freguesia). A Assembleia de Freguesia é um órgão eleito directamente pelos cidadãos recenseados no território da freguesia, segundo o método de Hondt, através de listas que tradicionalmente são partidárias mas que se abriram há poucos anos a listas de independentes. A Constituição prevê que, nas freguesias de população diminuta, a Assembleia de Freguesia seja substituída pelo plenário dos seus cidadãos eleitores.
Em Portugal existem 4260 freguesias, com territórios que podem ultrapassar os 100 km² ou ser de apenas alguns hectares, e populações que vão das dezenas às dezenas de milhares de habitantes. É aos municípios que cabe propor a criação de novas freguesias no seu território, que devem obedecer a um conjunto de critérios fixados em lei. Se descontarmos o caso especial do Corvo (Açores), o mínimo de freguesias por concelho é de uma (actualmente há em Portugal 5 concelhos só com uma freguesia (Alpiarça, Barrancos, Porto Santo, São Brás de Alportel e São João da Madeira, isto depois da divisão da única freguesia do Entroncamento em duas) e o máximo, neste momento, é de 89 (em Barcelos).
As autoridades portuguesas estabelecem três tipos diferentes de freguesias, para efeitos de ordenamento do território:
• freguesias urbanas[1] - freguesias que possuem densidade populacional superior a 500 h/km² ou que integrem um lugar com população residente superior ou igual a 5 000 habitantes.
• freguesias semi-urbanas[2] - freguesias não urbanas que possuem densidade populacional superior a 100 h/km² e inferior ou igual a 500 h/km², ou que integrem um lugar com população residente superior ou igual a 2 000 habitantes e inferior a 5 000 habitantes
• freguesias rurais - as restantes.
As freguesias estão representadas nos órgãos municipais pelo presidente da Junta, que tem assento, por inerência do cargo, na Assembleia Municipal.
Freguesia vs. Paróquia
Até ao Liberalismo, “freguesia” e “paróquia” são sinónimos (à semelhança de “concelho” e “município”), não havendo uma estrutura civil separada da estrutura eclesiástica. Nesses tempos, o termo «freguês» servia indistintamente para designar os paroquianos, que eram «fregueses», por assim dizer, do pároco. Segundo a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, a origem da palavra freguesia «que parece mais provável» é a derivação, por corruptela, da expressão «filius ecclesiae», isto é, o conjunto dos «filhos da igreja», dos crentes.
Com a reforma administrativa de 18 de Julho de 1835, surge a estrutura civil da Junta de Paróquia, autonomizada da estrutura eclesiástica; os seus limites territoriais, no entanto, eram geralmente coincidentes com a das paróquias eclesiásticas que vinham desde a Idade Média. Com a Lei n.º 621, de 23 de Junho de 1916, as paróquias civis passam a designar-se freguesias (e a Junta de Paróquia passa a designar-se Junta de Freguesia), fixando-se assim a diferença entre a estrutura civil (freguesia) e a estrutura eclesiástica (paróquia); no entanto, em linguagem popular, é vulgar falar da pertença a determinada freguesia quando, de facto, se pretende falar da pertença a uma comunidade paroquiana.[3]
Outros sentidos
Derivadamente, o termo freguesia, tanto em Portugal como no Brasil, retém ainda o significado de clientes de um estabelecimento comercial; cada cliente individualmente é chamado freguês.

Dionísio Esteves